Ciro e Wellington fortalecem aliança para 2018

Ciro Nogueira e Wellington Dias: para frustração da oposição, fortalecimento da aliança com vistas a 2018

Até há algumas semanas, líderes da oposição repetiam um mantra: o barco do governo está cheio demais e não vai ficar assim; vai ter racha. O mantra era seguido de uma quase-certeza: o senador Ciro Nogueira (PP) e o PMDB dificilmente ficam com Wellington Dias. A oposição não só vislumbrava como sonhava com esse racha, caminho para a construção de uma candidatura capaz de dar combate à postulação de Wellington Dias (PT) a um quarto mandato.

Ainda persiste o mantra de que o barco está cheio demais. Mas a parte seguinte, a mais importante, perde força. Porque os movimentos dos últimos dias reforçam a convicção de que Ciro está mesmo com Wellington, apesar das vaias que recebe de alguns setores do PT. Em diálogo com nomes da oposição, o presidente do PP sequer alimenta esperanças dos que desejam mudar o governo.

Essa postura de Ciro contraria a conduta natural dos políticos, que alimentam esperanças em todos os lados e deixam portas abertas em todas as direções. Nesses contatos com oposicionistas, o senador fala de “nós” e “vocês”, sem sequer deixar nas entrelinhas um “se estivermos no mesmo palanque”. Não se preocupa em deixar janela aberta.

Em resumo: sem essa de dar asas aos sonhos oposicionistas.

Wellington, por outro lado, vai também reafirmando a aliança com Ciro, apesar de vozes dissonantes dentro do seu PT. Faz mais: tira os sonhos petistas de ver como natural uma candidatura de Regina Souza a um novo mandato no Senado. A vaga de Regina está aberta às negociações, como forma de acomodar novos aliados.

O governador leva adiante uma estratégia que é a mesma de Ciro: assim como Wellington diz que a vaga de Regina está aberta às alianças, Ciro observa que a vice hoje ocupada por Margareth Coelho é para um outro grupo aliado, caminho para ampliar o núcleo de apoio à chapa. Lugar definido, só o de Wellington e o do líder do PP.

Os dois adotam uma estratégia igual, traduzida em uma frase não muito sofisticada, mas bem conhecida dos políticos: ganha-se eleição ciscando para dentro. Sendo mais claro: fazer a reserva de vagas para apenas dois partidos é restringir o leque de apoio político. É ciscar para fora, é lançar para bem longe muitos votos que podem ser decisivos.

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