Com tributo a Ayrton Senna, Tijuca é a campeã do carnaval do RJ de 2014

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A Unidos da Tijuca é a campeã do Carnaval 2014 do Rio de Janeiro. A escola que fez um tributo a Ayrton Senna para encerrar os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, na madrugada de terça-feira, conquistou 299,4, um décimo à frente da segunda colocada, que foi a Salgueiro. Esse é o quarto título da agremiação e o terceiro em cinco anos com o carnavalesco Paulo Barros à frente da escola.

A Império da Tijuca recebeu apenas um dez dos jurados, no quesito evolução, e foi rebaixada para o Grupo A.

Com personagens da velocidade, a Unidos da Tijuca fez seu desfile em 1h06, tempo mínimo da duração regulamentar, que é entre 1h05 e 1h22. Além representar a Fórmula 1 com carros da McLaren de Ayrton Senna, o enredo “Acelera, Tijuca” trouxe outros personagens da velocidade, como Sonic, Speed Racer, Papalégua, The Flash, Penépole Charmosa, Dick Vigarista e o corredor Usain Bolt, para disputar a pole position na Sapucaí. Animais como o Falcão Negro e invenções do homem, como o trem bala e a internet, também fizeram parte do enredo.

A Unidos trouxe uma novata na escola entre suas musas: a modelo Ana Paula Evangelista, que foi acolhida pela agremiação duas semanas antes do Carnaval. Ela perdeu o posto de rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel após uma crise política dentro da escola, que resultou no afastamento do então presidente Paulo Vianna. No lugar dela, foi coroada a atriz Mariana Rios. “Agora que vim para a Tijuca gostaria de me manter na escola. Meu coração é amarelo e azul”, disse.

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APURAÇÃO
Todas as escolas cumpriram os quesitos e não sofreram penalizações. No quesito enredo, as escolas mais bem avaliadas foram Salgueiro, União da Ilha, Imperatriz Leopoldinense e Unidos da Tijuca –todas receberam dez pontos dos quatro jurados.

Em fantasias, a União da Ilha foi a única escola receber só notas dez. Em alegorias e adereços, Grande Rio liderou os votos, recebendo apenas notas dez. A Vila Isabel, que tinha alas inteiras sem figurino por conta de problemas na entrega, conseguiu notas mais altas do que escolas que estavam completas.

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As duplas de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz (que levou estandarte de ouro) e da Unidos da Tijuca foram as que mais agradaram os jurados –todos eles deram nota dez. Os jurados do samba-enredo foram rigorosos e distribuíram poucas notas máximas, destacando somente a Portela.

Na harmonia, a Salgueiro saiu melhor frente aos jurados, recebem apenas notas dez. Em evolução, União da Ilha e Unidos da Tijuca foram as melhores avaliadas pelos jurados. No quesito conjunto, Portela e Unidos da Tijuca ficaram com as melhores avaliações.

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Nenhuma escola apenas notas dez no quesito comissão de frente, mas quem melhor se saiu para os jurados foram Salgueiro e Unidos da Tijuca. Na bateria, Beija-Flor e Unidos da Tijuca lideraram a preferência dos jurados.

A São Clemente só conquistou um jurado com a nota máxima em mestre-sala e porta-bandeira. A Beija-Flor e a Mocidade só foram receber suas primeiras notas dez no quesito mestre-sala e porta-bandeira. Cada quesito foi avaliado por quatro juízes com notas de 9,0 a 10 –a menor nota em cada quesito é descartada.

VEJA COMO FOI O DESFILE

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A Unidos da Tijuca fechou o carnaval no Rio, em desfile que começou às 4h20 e terminou às 5h36. Com o enredo “Acelera, Tijuca!”, lembrou os 20 anos da morte de Ayrton Senna. O carnavalesco Paulo Barros lançou um desafio na avenida: quem seria capaz de vencer o tricampeão da Fórmula 1?

A agremiação do Borel convocou personagens velozes para disputar uma corrida. Speed Racer, Ligeirinho, Papa Léguas, Sonic, The Flash, Penépole Charmosa, Dick Vigarista (do desenho “Corrida Maluca”) e outros “correram” com atletas, pilotos e invenções do homem, como o trem bala e a internet.

Os 3,6 mil componentes vieram divididos em 34 alas. Na pista da Sapucaí, passaram figuras como animais velozes, máquinas potentes, super-heróis e aviões supersônicos. Os integrantes da bateria vieram fantasiados de mecânicos, acompanhados da rainha Juliana Alves.

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O abre-alas simbolizou os boxes, onde os pilotos costumam se preparar antes de corridas. As baianas rodaram vestidas com saias que tinham detalhes em amarelo e azul, representando uma largada. Bruno Senna, sobrinho do homenageado, e Viviane, irmã, desfilaram. Tinga cantou o samba, de versos como “Acelera Tijuca, eu vou com você / Nosso lema é vencer / Guiando o futuro, que um sonho construiu / Ayrton Senna do Brasil”.

O quinto carro alegórico levou para a avenida diversas fotos de Senna. O piloto, que morreu em um acidente na Itália, em 1994, foi três vezes campeão mundial, em 1988, 1990 e 1991. O carro que encerrou o desfile mostrou o início de Senna no kart, com troféus.

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A sexta ala mostrou componentes fantasiados como cavalos. Beija-flor, guepardo, peixe agulhão e falcão peregrino também foram retratados. O segundo carro representou uma curva perigosa. O trecho de pista escolhido para ser homenageado foi a Curva Eau Rouge (Água Vermelha), do Circuito da Bélgica. O terceiro carro, por sua vez, mostrou um pit stop.

Outras alas foram dedicadas ao personagem Senninha e à famosa bandeira quadriculada, que encerra as corridas. A escola do Borel briga pelo quarto título. A Unidos da Tijuca já havia sido campeã em 1936, 2010 e 2012.

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