Crianças assistem aulas em casa de farinhada na cidade de Batalha, no PI

Cerca de 30 crianças assistem aulas em salas improvisadas no interior do PI.
Prefeitura do município dividiu uma casa para que turmas usassem espaço.

Cerca de 30 crianças estão assistindo aulas em uma casa utilizada para produção de farinha de mandioca na zona rural de Batalha, a 154 Km de Teresina. Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserm), duas salas da Escola Municipal Artur Lopes Alves estão em reformas e por isso os alunos do 5º e 6º anos foram levados para o local improvisado.

Crianças assistem aulas em salas improvisadas
no interior do Piauí

A prefeitura do município dividiu a casa de farinhada com tapumes para que duas turmas estudassem no espaço. A professora Shammara Maria leciona em uma das salas improvisadas e reclama da estrutura. Segundo ela, algumas crianças só não assistiram aula em pé porque tiveram que pegar carteiras no prédio em reforma.

“As dificuldades são muitas, a começar pelo desconforto, falta quadro negro e outros equipamentos. Aqui tudo é improvisado, como não tem quadro se escreve na tábua de madeira ou papel madeira. Além disso, o barulho incomoda porque enquanto estou falando sobre um assunto a professora da sala ao lado trata de outro conteúdo. Também ficamos sem merenda escolar durante uma semana”, descreve.

Crianças assistem aulas em salas improvisadas no interior do Piauí

De acordo com o Sindserm, os trabalhos escolares estão sendo conduzidos de forma precária desde o dia 10 de fevereiro, quando iniciou o período letivo em Batalha. Membros do Conselho Municipal do Fundeb fizeram uma vistoria no local e apresentarão um relatório à Secretaria Municipal de Educação.

A secretária municipal de Educação, Elina Cecilia de Melo, justificou o fato das aulas serem lecionadas em uma casa utilizada para produção de farinha de mandioca informando que a situação é provisória.

“É preciso deixar claro que a decisão de colocar os alunos naquele lugar foi tomada junto com os pais. A prefeitura fez uma reunião com os responsáveis e explicou que se os alunos não fossem destinados para aquele lugar ficariam sem assistir aulas neste período. Não temos na comunidade outro lugar para colocar estes alunos. Eles ficarão lá, até que a reforma das salas de aulas termine. É uma situação que será resolvida em breve”, garantiu a secretária.

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