Deputada Iracema Portella sugere a prisão de manifestante durante visita da presidente Dilma Rousseff ao Piauí

A Constituição Federal assegura o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos. O cidadão brasileiro tem o total direito de se pronunciar e externar sua opinião a respeito de qualquer assunto, sem censura. Mas, na prática, na maioria das vezes esses diretos são esquecidos.

 Iracema Portela(Imagem:Bárbara Rodrigues/GP1)                                                                                                                                                                                           Iracema Portela

Nessa terça-feira (18), no Aeroporto Petrônio Portela em Teresina, enquanto era aguardada a chegada da presidente Dilma Rousseff (PT), um cidadão, no uso de seu direito de livre expressão, começou a listar uma série de carências que o Piauí enfrenta.

“A raiz da corrupção está na prefeitura e nos vereadores que se corrompem e se vendem aos governos em prol de benefícios próprios. Enquanto isso o povo sofre sem atenção. Eu andei em várias cidades do Piauí e vejo a população sem educação, sem saúde, sem segurança, sem alimento, sem moradia, sendo esquecido. Enquanto isso, os políticos vivem no luxo, na mordomia. É um descaso muito grande com o povo do nosso estado”, disse o cidadão indignado.

Diante da situação, a deputada piauiense Iracema Portella (PP) que aguardava ansiosa a chegada da presidente Dilma no aeroporto, ao invés de ficar atenta aos reclames do cidadão, preferiu adotar uma postura de verdadeira empáfia e sussurrou a seguinte proposta: “É bom chamar logo a policia pra prender esse aí”.

Outro lado

O blog entrou em contato com a deputada, que primeiro negou ter ouvido a manifestação: “Eu? nem ouvi isso”. Logo depois, lembrou onde o protesto foi feito: “Foi lá no aeroporto né? Essa frase nem me incomodou”.

Ao ser questionada sobre o fato de existir pessoas no interior sem educação, saúde, moradia e se é verdade que os políticos vivem na riqueza, a parlamentar ficou calada por alguns segundos, depois desligou o telefone.

g1

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