Feirantes dividem espaço com lixo e até urubus no mercado de Parnaíba

 Os 358 feirantes e outras centenas de pessoas que passam todos os dias pelo Mercado Público Municipal da Caramuru, em Parnaíba, tem de conviver com a sujeira, mau cheiro e os urubus, que já viraram presença constante no lugar. Os feirantes afirmam que já tentaram de todos os jeitos espantar os bichos, mas a falta de um melhor saneamento da área acaba permitindo que eles voltem todos os dias.
Os quatro compartimentos do mercado estão sempre lotados no período da manhã e no início da tarde ainda é possível encontrar alguns comerciantes que aproveitam para vender um pouco a mais. E foi neste horário que o180graus visitou o mercado. 
A sujeira e o mau cheiro no local não podem ser retratados com tanta fidelidade nesta reportagem, mas se pudesse, seria de impressionar. Mas a culpa não é dos feirantes, mas da estrutura do lugar que nunca foi adequada. O serviço de limpeza da prefeitura bem que passa pelo mercado todos os dias, mesmo assim, ainda não conseguem resolver o problema que é bem maior.
Quem passa pelo local tem de conviver com os bichos, que ficam bem perto, sem nenhum receio. “Todos os dias soltamos foguetes para ver se eles se espantam e vão embora, mas já estão acostumados, e nem voam mais. Aqui é todo dia desse jeito”, afirma Chaguinha, que vende carne suína. 

Seu Chaguinha conta que os urubus já não temem mais a presença das pessoas e nem aos fogos de artifício usados para espantá-los Seu Chaguinha conta que os urubus já não temem mais a presença das pessoas e nem aos fogos de artifício usados para espantá-los 
Ele lembra que o problema pior, é quando chega o período chuvoso. Como os quatro compartimentos do mercado são separados, a água cai entre as partes e deixa os feirantes ilhados. “Quem está lá na outra parte não vem pra cá, e quando o vento joga a chuva, quem está nas pontas tem de tirar tudo senão molha. O Mão Santa disse que se ganhasse ia fechar isso aqui, fazer um mercado de verdade. Disse que ia tirar essas mesas aqui do meio, e fazer um compartimento só para os feirantes. Essas mesas ficam no meio e o povo não consegue nem transitar. Fora o esgoto, que corre praticamente dentro do mercado”, afirma o vendedor de carne.

Esgoto passa por dentro do mercado; pior situação é no período chuvoso

O espaço também não tem estacionamento, e o trânsito no local, durante o horário de maior movimento, fica complicado. Nem mesmo os feirantes tem onde deixar os carros, já que onde deveria ser o estacionamento, hoje está tomado pelas barracas. Os feirantes admitem a necessidade de uma reforma urgente a fim de melhorar a estrutura do local e diminuir a sujeira que espanta os fregueses.

Quando chove, água cai entre os compartimentos e deixa os feirantes ilhados

REPÓRTERES: Apoliana Oliveira e Fábio Carvalho

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