Grupo que matou Emídio Reis pode estar envolvido em mais crimes

O delegado Menandro Pedro coordena as investigações; no canto inferior, o vice-prefeito de São Julião, Francimar Pereira
O delegado Menandro Pedro coordena as investigações; no canto inferior,
o vice-prefeito de São Julião, Francimar Pereira

Há indícios de que a quadrilha que assassinou o ex-vereador Emídio Reis esteja envolvida em outros crimes. O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) da Polícia Civil do Piauí vai instaurar novo inquérito para investigar o sumiço de um homem. Identificado como Francisco Maciel, há quatro meses ele não é mais visto na região de São Julião (PI).
O desaparecido era ameaçado por um dos acusados de participar do plano que culminou na morte de Emídio Reis. A informação chegou até o delegado Luccy Keyko, da Greco, através da mãe da possível vítima.
“Durante as investigações do caso Emídio, colhemos algumas informações sobre esse outro caso. Existe declarações da mãe do rapaz, que informou que ele era ameaçado por um dos membros da quadrilha”, relata o delegado, que confirma que um inquérito será aberto para investigar o caso.
Entretanto , a Polícia Civil adota cautela, afinal, Francisco Maciel era foragido da Justiça. Por conta disso, a Greco não descarta a possibilidade de que ele esteja vivo e bem escondido. “Estamos fazendo uns levantamentos na região relacionados a isso”, diz o delegado Menandro Pedro, comandante do Greco.
A família do jovem não acredita que ele esteja escondido. Desde dezembro, asseguram os familiares, Maciel não mantém qualquer tipo de contato. “A mãe diz que ele não ficaria tanto tempo sem dar notícias”, conta o delegado Luccy Keyko.
Em outubro de 2012, o pai do rapaz desaparecido baleou Vanderley José de Sá, que é o assessor do vice-prefeito de São Julião, José Francimar; que foi preso pela Polícia e depois posto em liberdade. Naquela ocasião, Francimar socorreu Vanderley e o levou até um hospital público em Picos. Logo após esse episódio, segundo relatos, as ameaças contra Francisco Maciel teriam começado a acontecer.
Tanto o assessor como o vice-prefeito foram presos em março deste ano, acusados de participação no sequestro e morte do ex-vereador Emídio Reis. No transcorrer das investigações, o Greco concluiu que Vanderley não participou do crime. Já Francimar é apontado no inquérito como o mandante do homicídio.
Outro desaparecimento
Esse não é o único desaparecimento investigado na região de São Julião. A Delegacia de Polícia Civil de Fronteiras investiga o sumiço de um trabalhador rural. O homem trabalhava na fazenda Lajedo Preto, mesma propriedade onde o ex-vereador Emídio Reis foi executado e enterrado em uma cova rasa. A intenção dos pistoleiros era que o corpo do político nunca fosse encontrado.
Na região, comenta-se que pode ter acontecido algo semelhante com o vaqueiro. O caso se arrasta sem solução desde 2011. O inquérito instaurado originalmente em Picos está atualmente sob responsabilidade da Delegac ia de Polícia Civil de Fronteiras.

Com informações do Portal

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