Manifestação interdita a BR 343, em Amarante(PI), por mais de três horas

Manifestação na BR 343, em Amarante(PI)
Foto: Denison Duarte

Sob o grito de ordem “queremos quebra-molas”, a BR 343 foi interditada durante três horas e meia numa manifestação feita por mais de cem moradores das comunidades Nova Olinda, Veredinha, Dois Coqueiros, Mimbó e Assentamento Araras.
O trecho interditado fica na comunidade Saco da Cachoeira, a 06 Km da zona urbana do município. Foram queimados pneus e troncos de árvores para impedir a passagem dos veículos que iam com destino a Teresina ou Floriano(PI). Árvores à beira da BR foram derrubadas para manter o fogo aceso.
Dentre as reivindicações que motivaram os manifestantes, a construção dos quebra-molas foi a que impulsionou os moradores das comunidades situadas à beira da BR-343, em Amarante(PI) a pararem o trânsito.
Outras reivindicações foram feitas com pedidos de melhoria no serviço de abastecimento d’água nas localidades, a presença de médicos do Programa de Saúde da Família(PSF), melhoria na iluminação pública e a conservação das margens do rio Canindé, rio que banha a maior parte das comunidades presentes na manifestação.
Faixas e cartazes foram utilizados para o protesto que teve início às 14h e somente terminou às 17h10 com a chegada da Polícia Rodoviária Federal. A Força Tática, de Água Branca(PI) e a Polícia Militar de Amarante(PI) chegaram por volta das 16h20 para manter a ordem e tentarem, de forma frustrada, possíveis negociações.
As autoridades, segundo os manifestantes, foram comunicadas do protesto. “Avisamos a Polícia Rodoviária Federal, ao Dnit, ao poder público municipal e à Polícia Militar de Amarante(PI), mas só vamos parar quando chegar alguém do Dnit ou da PRF que nos dê uma garantia do cumprimento das nossas exigências”, afirmou o manifestante Zé Deputado, ao mencionar que, por diversas vezes, os órgãos citados foram negligentes. “Já fizemos abaixo assinados e já denunciamos diversas vezes essa situação e ninguém nunca tomou providências. A vida é muito mais importante do que os interesses políticos.”, completa.
Durante o manifesto, era permitida a passagem somente de ambulâncias com pacientes em estado grave. Ônibus, carros fortes e caminhões com mercadorias estavam na fila e não podiam passar, o que gerou um inconformismo a motoristas e passageiros. “Acho válido o objetivo da manifestação. Só não concordo com a forma como ela está sendo feita porque está prejudicando a quem não tem nada a ver com o objeto dela.”, afirmou o advogado Francelino Moreira, que tinha uma audiência às 15h, em Teresina(PI).
O acordo somente aconteceu por meio de uma conversação entre líderes da manifestação e o chefe do Núcleo de Policiamento de fiscalização da 3ª Delegacia de Floriano da Polícia Rodoviária Federal, Dielson Moita. “O diálogo foi promissor. O prazo será de 10 dias para retornamos à comunidade e darmos os resultados do DNIT ou mesmo marcarmos uma reunião com o diretor do DNIT para a definição da situação da BR”, concluiu.

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