Morador de rua acha estudante que sumiu após aula em faculdade do DF

O estudante Felipe Dourado de Paiva, que estava desaparecido desde o último dia 9, foi encontrado nesta quinta-feira (22) por um morador de rua em uma caixa de papelão, perto da antiga Rodoferroviária, em Brasília. Segundo a PM, o jovem estava “meio desorientado e assustado”, mas aparentava estar bem de saúde.

Adeilson Mota de Carvalho, que encontrou o estudante Felipe Dourado de Paiva, que estava desaperecido desde o último dia 9, dormindo em caixa de papelão (Foto: Isabella Formiga/G1)Adeilson Mota de Carvalho, que encontrou o estudante Felipe Dourado de Paiva, que estava desaparecido desde o último dia 9, dormindo em caixa de papelão (Foto: Isabella Formiga/G1)

O estudante foi encontrado pelo morador de rua Adeilson Mota de Carvalho, que disse que estava caminhando para o parque da Água Mineral quando parou para pedir informação a uma pessoa dentro de uma caixa de papelão.
Segundo Carvalho, Paiva afirmou que não poderia sair porque estava dormindo. O morador de rua disse que reconheceu o jovem e avisou os funcionários de uma escola localizada nas proximidades do local.
Quando reconheceu o estudante, o morador de rua disse que iria comprar um doce para cada um eles e pediu que ele não fosse embora. Foi nesse intervalo que ele avisou os instrutores da escola.
“A família deixou um cartaz dele no posto. Voltamos, olhamos a foto, reconhecemos ele e chamamos a família e a polícia”, disse a instrutora Elizângela Braz.

Segundo Carvalho, o estudante se assustou com a movimentação das pessoas e subiu em uma árvore para se esconder. Ele disse que o estudante não gostou de ter sido “dedurado” e não quis dizer seu nome. Em seguida, um familiar chegou ao local e subiu na árvore para conversar com o estudante.

A gente sabia que ele não estava morto”
Arthur Augusto Sampaio, amigo do estudante Felipe Dourado de Paiva

“Ele perguntou se ele estava bem, se tinha comido, eles conversaram normalmente”, disse Elizângela. “Quando a irmã chegou foi muito emocionante, ela estava tremendo e chorou muito. Aí ele desceu da árvore.”

Segundo o sargento Antônio Dantas, do 7º Batalhão da Polícia Militar do DF, o jovem aparentava estar assustado no momento em que os policiais chegaram. “Ele está bem, mas meio aéreo. Ele reconheceu a irmã e um primo e provavelmente foi para a casa dele”, disse.

O estudante foi levado pela irmã e um primo para o Hospital Regional do Guará (HRGu). Ele deu entrada na emergência do centro clínico por volta das 15h.
A prima do estudante, Amanda Paiva Rodrigues, disse que familiares e amigos da igreja estão há duas semanas procurando pelo jovem. “Passamos madrugadas e madrugadas atrás dele”, disse Amanda. “Procuramos em tudo que é buraco, em cracolândia, no Setor Comercial Sul, no Parque da Cidade.”
“A gente sabia que ele não estava morto”, disse o amigo Arthur Augusto Sampaio.
Felipe Dourado Paiva, de 22 anos, havia sido visto pela última vez deixando o pátio da Uniceub, onde estuda. O rapaz foi filmado pelas câmeras de segurança da universidade, deixando o local no primeiro dia de aula.

Na época, o advogado da família informou que ele sofre de transtornos psicológicos e usa remédios controlados. Sem tomar os medicamentos ele poderia ficar desorientado, disse.

A família do estudante chegou a distribuir diversos cartazes com fotos, dados do estudantes e contatos por várias regiões do Distrito Federal. No fim de semana, foi feito um mutirão de buscas pela capital.
(Colaborou Lucas Nanini)

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