PMDB promove agenda visando o desenvolvimento do Piauí

O PMDB está montando uma agenda de prioridades para o Estado. O coordenador do movimento é o vice-governador Antônio José Moraes Souza Filho, Zé Filho(foto ao lado). Segundo o vice-governador, é preciso mudar a maneira de fazer política no Estado e elencar as prioridades para executar as obras que levem o Estado ao desenvolvimento.

De acordo com Zé Filho, o Piauí está atirando para todo lado e não tem um foco para definir a prioridade e focar o peso político nisso. Para ele, o Piauí tem condições para se tornar independente de repasses constitucionais e de recursos de empréstimo. “Sabemos que sem recursos não se faz nada, mas não podemos ser totalmente dependentes destes repasses e de emendas para realizar as obras de infraestrutura.”, comentou.

O vice-governador citou como exemplo o desenvolvimento que alcançaram os estados do Ceará, da Bahia e de Pernambuco, que obtiveram grandes obras, geram emprego, tem renda. “Aqui, não conseguimos concluir um trecho de uma rodovia federal a BR-222, que precisa inclusive ser duplicada. Acho que falta foco e uma agenda. Estamos tentando percorrer o Estado e montar esta agenda, definir prioridades e focar nelas.”, adiantou.

Ele comentou que a bancada federal é uma grande articuladora disso, mas o Estado tem direito a 15 emendes, uma para cada parlamentar e duas da bancada para o Estado. Quando acontece o rateio, cada um cuida dos seus interesses, da sua região, dos seus municípios, e as coisas macro ficam esquecidas. “Com isso, vamos perdendo. Vamos deixando de atrair empresas e indústrias por falta de infra-estrutura, por falta de estradas e energia. Temos que mudar isso. Temos que fazer melhor. Temos que defender o crescimento do Piauí.”, discursou Zé Filho.

Ele lamentou que o Estado ainda enfrenta problemas como apagão e estradas intrafegáveis. “O problema de investimento é a falta de recursos. Vocês viram que no dia que a presidente Dilma esteve aqui, teve um apagão. O Governo do Estado tem tentando fazer as melhorias, mas temos que fazer mais. A energia, por exemplo, é um problema que impede investimentos. Precisamos fazer um fórum de discussões e mobilizar a classe produtiva, a sociedade e os políticos nisso. Temos um Estado há quinze anos sem planejamento e que precisa se desenvolver. A FIEPI (Federação das Indústrias do Estado do Piauí) vai ser uma parceira indutora deste processo.”, finalizou o vice-governador, que é também presidente da FIEPI.

Por Luciano Coelho/AZ

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