Polícia prende mulher foragida há 20 anos condenada por matar o marido

DIC de Palhoça teve conhecimento que mulher estava morando na cidade.
Criminosa ateou fogo no marido e estava sendo investigada desde 2009.
A Polícia Civil de Palhoça , na Grande Florianópolis, prendeu nesta quinta-feira (1) uma mulher que estava foragida há cerca de 20 anos, condenada por ter ateado fogo no próprio marido em Santa Catarina. Ela praticou o homicídio em Lages, em 1994, e fugiu em seguida, mas foi reconhecida em 2009 pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) e estava sendo investigada desde então.
Segundo a DIC de Palhoça, Maria Iracema Godoi cometeu o crime na manhã de 2 de janeiro de 1994, porque ele se recusou a sair para um passeio. Contrariada, ela pegou um pano e o encharcou de álcool, colocou fogo e jogou contra as costas da vítima, que estava deitada na cama. Orli Azevedo da Silva acabou não resistindo e morreu horas depois.
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Desde a data do homicídio, Maria Iracema estava foragida. Ela foi condenada a pena de 18 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Lages.
A Polícia Civil afirma que a pena de condenação não expira se não houver alteração judicial. “Depende de cada caso, pode variar. Para o Estado ser proibido de prender o acusado, o juiz tem que decretar nos autos do processo a suspensão da prescrição da pena. Quando não há esse decreto e o suspeito é reencontrado, ele pode então executar a pena a qual ele foi condenado” esclarece o delegado responsável pela DIC de Lages, Sérgio Roberto de Souza , que cooperou na investigação do caso.
Segundo a Polícia Civil, a mudança constante de residência dificultava a prisão da foragida. Porém, no início deste ano, a DIC de Palhoça localizou a casa onde Maria Iracema estava vivendo. Ela residia com seu atual esposo em uma área rural localizada aos fundos do loteamento Pedra Branca, na divisa dos municípios de Palhoça e São José. Logo que foi identificado o local, os policiais civis organizaram a operação, que resultou na prisão.
A mulher será encaminhada até o Presídio Feminino de Florianópolis, para ficar à disposição da Justiça.

Do G1 SC

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