Quadrilha especializada na falsificação de selos "arrecada" R$ 200 mil por mês do Terminal Rodoviário de Teresina

Rodoviaria de Teresina
Rodoviária de Teresina

A ação de uma quadrilha em operação há mais de um ano estaria barrando a entrada nos cofres da administração do Terminal Rodoviário de Teresina de cerca de 150 a 200 mil reais por mês gerados com a arrecadação da venda de selos que autenticam as passagens adquiridas pelos milhares de usuários, todos os dias. O golpe consiste na falsificação em massa dos adesivos.
A quadrilha estaria operando no terminal rodoviário com a participação de dois ou três funcionários, que seriam os responsáveis pela substituição dos selos autênticos pelos lotes falsificados sem que ninguém perceba, segundo denúncia de um oficial da Polícia Militar, feita a este repórter, revoltado com a falta de providências da Secretaria de Transportes do Estado cujos dirigentes já teriam recebido denúncias de funcionários sobre a atuação da quadrilha.
Cada selo de autenticação das passagens custa 1 real e cerca de 6 a 7 mil são vendidos todos os dias, de acordo com esclarecimento de um funcionário do terminal cujo nome é preservado por motivos óbvios. Na rodoviária de Teresina poucas são as pessoas que tocam no assunto e quando o fazem é distante dali, mas o fato parece ser do conhecimento da grande maioria que trabalha no local, principalmente em empresas de ônibus.
“Enquanto esse golpe é aplicado, a administração da rodoviária não tem recursos para mandar consertar a escada rolante que há anos está parada, causando os maiores transtornos para os passageiros e servindo de propaganda negativa para o Piauí”, disse, revoltada, no início da noite de ontem, uma mulher com trânsito diário no terminal rodoviário de Teresina.
Segundo essa mulher, cujo nome é preservado, “faz muito tempo que o dinheiro arrecadado através de diversas fontes, não é utilizado na modernização e na eficiência dos serviços prestados no terminal”.

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