Sílvio Mendes teme "sujar" sua candidatura no PP e admite possibilidade de não deixar o PSDB

O destino político/partidário do ex-prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (PSDB), tem sido pauta nas principais rodas de conversas. O tucano sempre é lembrado quando se fala em articulações eleitorais para o Palácio de Karnak, em 2014.

Depois que aceitou integrar o diretório estadual do PSDB, as especulações sobre a indefinição de Sílvio Mendes ganharam força. Muitos dizem que o prefeito estaria “em cima do muro” como estratégia para valorizar o “passe”. Em contrapartida, outros acreditam que a melhor saída para o ex-prefeito é permanecer no ninho tucano.

Imagem: Germana Chaves / GP1Ex-prefeito Sílvio Mendes(Imagem:Germana Chaves / GP1)Ex-prefeito Sílvio Mendes

Em entrevista ao GP1, o ex-prefeito admitiu que há grandes chances de permanecer no PSDB e não mudar de partido como já havia sido cogitado. Muitos já davam como certa a ida de Sílvio para o PP. No entanto, o tucano jogou um “balde de água fria” na questão desde que aceitou integrar o diretório estadual do partido. “Posso sair, mas também posso ficar onde estou. Estou muito bem no PSDB. Minha vida está calma, sem problemas”, analisou.

A Revista ÉPOCA de circulação nacional publicou na manhã desta quarta-feira (10), em seu site, que o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para investigar denúncias contra o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, Júlio Arcoverde, presidente estadual do PP e a deputada federal Iracema Portela (PP) por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e outros crimes tipificados no código penal brasileiro.

O senador foi acusado de destinar parte da verba indenizatória a empresa Trevo Locadora de Veículos, pertencente a Júlio Arcoverde e braço direito de Ciro. Na reportagem, a revista ainda aponta a participação do deputado do Maranhão, Professor Sétimo no suposto esquema.

Imagem: ReproduçãoCiro Nogueira(Imagem:Reprodução)       Ciro Nogueira

Este escândalo levou Sílvio a recuar do convite de se filiar ao PP. Estas acusações vão de encontro aos valores sempre lembrados nos discursos de Sílvio Mendes que sempre destacou a ética e a moralidade administrativas como qualidades inerentes a todo e qualquer homem público. “Todo e qualquer gestor público tem que prestar contas de suas ações. Quero crer, que o Ciro, a Iracema e todos os citados vão fazer isso em relação a [denúncia do MPF]”, avalia o tucano em entrevista exclusiva ao Portal GP1.

Percebendo a retraída do ex-prefeito, Júlio Arcoverde está disposto a repassar a presidência estadual do PP a Sílvio, que já adiantou ao GP1 que, “não tenho perfil para ser presidente de partido, pois se tivesse, eu já teria presidido o PSDB”.

Sílvio já deixou bem claro que não quer repetir os erros do passado, referindo-se às eleições de 2010, quando concorreu ao Palácio de Karnak praticamente sem aliados e foi derrotado no segundo turno por Wilson Martins (PSB). Sílvio teme “sujar” a sua candidatura ao se filiar ao partido progressista por conta dos inquéritos abertos contra os maiores representantes do PP no Estado, fato que inviabilizaria todos os planos e argumentos éticos que sempre foram adotados pelo ex-gestor de Teresina.

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