ter, jul 23rd, 2013 Médicos do Maranhão ficam de costas para ministro, em evento do ‘Mais Médicos’

Um grupo de médicos realizou um protesto contra o Governo Federal, nesta segunda-feira (22), em São Luís, durante o lançamento do projeto ‘Mais Médicos’. O grupo ficou de costas para o ministro da Saúde Alexandre Padilha enquanto ele discursava durante a cerimônia do programa.
Aproximadamente dez médicos fizeram parte do protesto, todos com uma tarja preta em um dos braços, em sinal de luto, demonstrando serem contrários à medidas do programa, como permitir a vinda de médicos brasileiros e formados também no exterior, desde que venham de países com mais de 1,8 médicos por habitante.
O protesto foi bem recebido pelo ministro, que pediu a colaboração dos profissionais. “Esse protesto faz parte da Democracia. Sou médico e como ministro tenho que pensar em primeiro lugar no interesse da saúde de toda a população do país, no conjunto de profissionais da saúde deste país, que com muita dificuldade estão no dia a dia, buscando atender a população”, disse. “Mas precisamos ter a coragem de admitir de que faltam médicos neste país. Isso não é um problema novo, mas que persiste há muitos anos. Este não é um programa para trazer médicos do exterior, mas para levar médicos e saúde para cidades do interior do país”, completou o ministro.
O Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) para acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e levar mais médicos para as regiões mais carentes destes profissionais, sobretudo nos municípios do interior e na periferia das grandes cidades, por meio da ampliação das vagas de graduação e residência e de edital para chamamento de médicos para atuação imediata na atenção básica de municípios carentes.
A previsão do Ministério da Saúde é que até 18 de setembro todos os profissionais escolhidos dentro do ‘Mais Médicos’ estejam atuando no país. O programa é instituído por meio de medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff, e regulamentado por portaria conjunta dos Ministérios da Saúde e da Educação.Fonte;G1-MA

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