Toda a carne bovina consumida em Parnaiba tem origem clandestina


Toda a carne bovina consumida atualmente no município de Parnaíba, o segundo maior do Estado, com 150 mil habitantes e às vésperas de completar 170 anos, tem origem clandestina e é resultado de abates em matagais da periferia sem qualquer tipo de inspeção, segundo denuncia feita a este repórter por pessoas que estão revoltadas porque a Prefeitura dispõe de recursos alocados e não conclui a obra de construção do primeiro abatedouro público da cidade. A situação não tem precedentes no Brasil.

De acordo com os denunciantes não existiu interesse do ex-prefeito José Hamilton Castelo Branco e “muito menos do atual” uma vez que não existem explicações, já que o dinheiro está à disposição da Prefeitura há muitos anos, conseguido através de uma emenda do falecido deputado federal Antônio José Moras Souza, pai do vice-governador Antônio José de Moraes Souza Filho.

São mais de 10 anos com os recursos disponíveis. A obra, segundo os mesmos informantes, foi iniciada no último mandato de José Hamilton e estaria hoje com 70 por cento concluída, mas parada, enquanto o parnaibano de um modo geral “consome carne da moita” o que não existe nem nos municípios mais inacessíveis do Brasil.

De acordo com as mesmas fontes até mesmo o pecuarista que abate o boi nos matagais e fornece para os açougues de Parnaíba  teria se comprometido a contribuir com a construção do primeiro abatedouro público municipal mas as autoridades teriam desconversado. Segundo levantamento de um parnaibano revoltado com a situação, no local onde a obra está parada, estão máquinas e utensílios que podem ser depredados a qualquer momento.

Na cidade ninguém sabe explicar por que as autoridades do município, mesmo tendo o dinheiro, não querem concluir o abatedouro.

Feitosa Costa

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